Ébano & Marfim Piano Festival na Trem Azul Jazz Store

16, 17, 18 e 19 de Dezembro | 21h30 | Trem Azul Jazz Store (Rua do Alecrim, 21 A, Lisboa)


A Trem Azul Jazz Store organiza o Ébano & Marfim Piano Festival, que se realiza a 16, 17, 18 e 19 de Dezembro, às 21h30. Um festival onde o piano é o instrumento de eleição durante 4 noites que prometem ser memoráveis no A-21 da Rua do Alecrim. João Paulo Esteves da Silva (Quinta, 16). Tollem McDonas (Sexta, 17), Bernardo Sassetti (Sábado, 18) e Ran Blake e Sara Serpa (Domingo, 19) são os nomes que vão passar nesta 1ª edição do festival.

16 de Dez João Paulo Esteves da Silva piano solo
João Paulo Esteves da Silva é um dos pianistas maiores do jazz nacional, senão mesmo o mais completo.
Com uma criatividade prodigiosa, desconstrói uma melodia – muitas vezes retirando-a do cancioneiro popular português ou do repertório tradicional sefardita – até ao nível celular, para a remontar de modos irreconhecíveis. O seu álbum “Memórias de Quem” mereceu a unanimidade dos aplausos e o dueto que gravou com o trompetista Dennis González, “Scapegrace”, foi galardoado com o prémio Autores da SPA.

17 de Dez Tollem McDonas piano solo
É californiano e vem a Portugal apresentar o conceito de “eccentriclet music”, a sua ideia pessoal das relações entre composição e improvisação, num contexto experimental. Intérprete de Debussy com Stefano Scodanibbio ou em contexto “free form” a solo com Vinny Golia, LaDonna Smith, Alex Cline, Gino Robair e Bruce Ackley, este descendente de irlandeses e cherokees tem-se distinguido pela forma como alicerça o factor experimentação nas tradições clássicas do jazz.

18 de Dez Bernardo Sassetti piano solo
Reconhecido igualmente como compositor, Bernardo Sassetti é um invulgar caso de sucesso em Portugal, com os seus discos a atingirem índices de vendas mais comuns nos domínios da pop. Antigo aluno de Horace Parlan e Sir Roland Hanna, a sua visão do jazz incorpora elementos da música erudita e o tipo de atmosferas próprio das bandas sonoras para o cinema, actividade, de resto, a que se dedica em paralelo. Os seus mais recentes títulos, “Unreal – Sidewalk Cartoon” e “Motion”, foram recebidos como autênticas pérolas de inventividade.

19 de Dez Ran Blake e Sara Serpa voz e piano
“Câmara Obscura”, o álbum em duo destes dois músicos, faz passar as canções por uma lente artística, que projecta o seu som e significado com uma surpreendente e quase mágica clareza. Em “Câmara Obscura”, uma das mais arrebatadoras gravações deste ano, Ran Blake e Sara Serpa trazem inovação e criatividade às suas interpretações de standards, clássicos do jazz e originais, dando uma nova luz a cada tema.

Ran Blake
Numa carreira de mais de 5 décadas, o pianista Ran Blake criou um nicho único na música improvisada, como artista, e pedagogo. Com uma mistura muito peculiar entre a história do Jazz, a grande tradição dos Blues e do Gospel, temas dos clássicos “Film Noir”, e uma personalidade singular, o som singular de Ran Blake ganhou seguidores um pouco por todo o lado. O seu legado musical contém mais de 30 discos gravados para as melhores editoras do mundo assim como mais de 30 anos de pedagogo no New England Conservatory de Boston. Paralelamente à sua carreira como pedagogo, Ran Blake manteve uma carreira artística muito activa. Gravou o LP “Ran Blake Plays Solo Piano” para a editora ESP em 1965 que depressa se tornaria numa espécie de prototipo ao que se seguiria na história do Jazz, coabitando nele as suas influências originais mas também uma enorme paixão pela música de Thelonious Monk e compositores como Stravinsky, Prokofiev, e Messaien. A sua reputação como maior pianista do movimento third stream estendeu-se pelo mundo inteiro.
Este pianista seminal no Jazz revelou-se ao mundo, porém, no dueto que formou com a cantora Jeanne Lee no final dos anos de 1950. Essa colaboração tornou-se material com a edição do disco “The Newest Sound Around”, gravado para a editora RCA em 1962, apresentando ao mundo os seus talentos únicos e a sua concepção revolucionária acerca dos standards do Jazz. Desde então e até hoje, Ran Blake trabalha essencialmente o seu solo, em mais de 30 discos, a permeio com algumas colaborações com músicos como Anthony Braxton, Jaki Byard, Steve Lacy, Houston Person, Enrico Rava, Clifford Jordan, Ricky Ford.

Sara Serpa
Quando Sara Serpa decidiu que o seu percurso seguiria a direcção musical, frequentou a Berklee College of Music e mais tarde o New England Conservatory, onde obteve o seu mestrado em Jazz Performance, em 2008. Entre os seus professores estão Danilo Perez, Dominique Eade, Theo Bleckmann, Hal Crook e Jerry Bergonzi. “Serpa é especialmente impressionante, com o seu canto de afinação perfeita, sem palavras completamente em sintonia com as linhas de Osby”, escreveu Peter Margasak, do Chicago Reader, sobre a sua participaão em “9 Levels” de Greg Osby. Em “Camera Obscura”, Serpa, que criou o seu nome, como cantora que canta sem palavras, revela uma outra faceta da sua arte. Para pôr um carimbo pessoal nestas canções, Serpa precisava de um parceiro como Ran Blake, um músico, que tal como ela, está disposto a correr riscos.

Reserve já o seu bilhete: press@tremazul.com
Bilhete diário: 10 Euros
Local de venda: Trem Azul Jazz Store (Rua do Alecrim, 21-A)

Share
Esta entrada foi publicada em Wake Up! News, Wake Up! Recomenda. ligação permanente.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Pode usar estas etiquetas HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>